quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

A FENPROF COM O RABO DE FORA ! - Uma renovada forma de discriminação sindical dos professores contratados.




A Fenprof insiste em tratar os professores contratados como filhos de um deus menor... como, coisas!

A Fenprof acha que estes professores nunca em caso algum deverão ultrapassar os atuais professores dos quadros em concurso.

Absolutamente risível!

Então não é que estes cavalheiros se esqueceram propositadamente durante 13 anos da Diretiva 1999/70-CE que obrigava o Estado a vincular ao fim de três anos os professores com mais de três anos a contrato a termo?!

Andaram a colaborar com os sucessivos governos, fossem eles de direita ou de pseudo-esquerda, fechando os olhos a esta diretiva para manter o status quo dos seus associados efetivos, com muito receio que os contratados entrassem nos quadros porque isso cortaria algo nos bolos salariais.

Claro que foram pedindo de forma ténue essa integração, mas só nos panfletos sindicais, nunca com queixas como as que fiz nem com petições como as que apresentei, nem com referência ao atropelo da Diretiva 1999/70-CE como reclamei junto da Comissão Europeia. Nada. Nada vezes nada! 

Os panfletos foram areia para os olhos dos contratados para se fazer coisíssima nenhuma. 

Ao fim e ao cabo para se deixar andar!

Por isso, fiz o que eles não quiseram fazer!

Foi preciso em 2009 apresentar queixa formal à Comissão Europeia através de uma petição que nos fez aqui chegar e de uma outra que também tinha apresentado à Assembleia da Republica depois de ter penado dois anos a recolher 4000 assinaturas, que resultou na Recomendação do Parlamento nacional para que o governo integrasse os professores contratados nos quadros.

 Desde 2004 que venho insistindo para se resolver um problema que tem raízes profundas na inércia do meio sindical da classe docente. Batalhei primeiro junto dos deputados, depois junto do Provedor de justiça, e de novo junto da Assembleia da Republica, e de outras entidades. 

 Os professores contratados devem ser integrados automaticamente desde que tenham desde 2001 três contratos anuais seguidos ou separados entre si por três meses (segundo a interpretação do TJE da Diretiva 1999/70-CE, em casos similares).

 Como não foram integrados no quadro quando deveriam ter sido, estes professores devem agora ser integrados na carreira e só depois deverão concorrer a quadros de escola como professores efetivos na mesma prioridade dos atuais professores dos quadros.

Meus santos senhores sindicais, em que é que isto é um sacrilégio???

Com todas as palavras: SOU PROFESSOR DO QUADRO E ISTO NADA ME CHOCA PORQUE ESTES PROFESSORES JÁ SOFRERAM AS AGRURAS PROVOCADAS PELOS HIPOCRITAS SINDICAIS, GOVERNAMENTAIS E OUTROS QUE TAIS !

Já viram a vida que lhes ofereceram ao longo de 13 anos?!

Sou professor do quadro e chateia-me ver estes colegas serem pisados uma, duas.. um milhão de vezes, por se achar que os professores dos quadros são uma raça superior. Sou do quadro e penso que estes colegas devem ter tantos direitos como eu... porque têm os mesmos deveres, são meus colegas, ponto!

Paguem-lhes o mesmo que me pagam, deixem-os concorrer na minha prioridade, o que me derem dêem-lhes, não me importo com a justiça social!

 ELES TRABALHAM COMO EU, eles fazem parte da MESMA ESCOLA QUE EU !!!

Em que é que isto choca a FENPROF se estes colegas já há muito deveriam ser do quadro e até terem já concorrido em concursos anteriores nessa condição e portanto na prioridade dos professores efetivos?!

 Efetivamente choca-me esta posição de menorização, de discriminação que a Fenprof faz aos professores contratados!

 É um sinal que esta Federação faz um frete aos seus associados mais conservadores, àqueles que acham que para os contratados terem direito a uma vinculação têm de ser humilhados mais uma vez como o foram na avaliação dos docentes, como quando foram servindo pela negativa de moeda de troca em negociações duvidosas no passado recente.

Ainda se lembram do sabor das pizzas?! 

De facto, a Fenprof tem uma leitura enviesada do que é a justiça social e não olha a meios para intentar mais e mais afrontas a quem pensam ser uma classe menor dentro da CLASSE DOCENTE - os sacrificados de sempre, os PROFESSORES CONTRATADOS.




Jorge Costa - professor do Quadro de Escola, 23 anos ao serviço, ex-contratado (provisório naquele tempo) mas...  colega!  
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